Líder do Movimento “Vem pra Rua”, o empresário Rogério Chequer recebeu o blog da Corall para uma conversa que não teve o propósito de abordar questões políticas ou ideológicas (algo tão desafiador como entrevistar Pelé sem falar sobre futebol), mas aproveitar de sua experiência no mundo corporativo e como ativista social para trazer um entendimento de como concilia e quais as convergências e divergências no exercício destes dois papéis de liderança.

Chequer compartilha com Maurício Goldstein, sócio da Corall, quais foram as estratégias e como organizou a operação do Movimento, que na primeira manifestação reuniu quatro pessoas e, com o uso da tecnologia, das redes sociais e de táticas de comunicação e gestão, engajou milhões de pessoas nas ruas de todo País. Sobre como estar em constante transformação, ele cita William Ury, mestre em negociações: “É preciso ir para varanda para enxergar a situação de fora”.

O blog da Corall traz os principais trechos da entrevista, realizada em São Paulo no escritório da SOAP, empresa da qual Rogério Chequer é sócio, antes das manifestações de 13 de março.


O movimento “Vem pra Rua” mobilizou e continua mobilizando milhões de pessoas favoráveis ao impeachment da Presidente Dilma. Como surgiu o movimento e como ele se desenvolveu?
RC — A ideia do movimento veio de um inconformismo. Vimos uma situação no País que, de um lado, envolvia indignação com o que estava acontecendo e, do outro, continuísmo. Nos demos conta que isso não fazia sentido e nos perguntamos: “será que não há algo que possamos fazer pra mudar? E a partir deste questionamento tudo começou. Isso foi muito relevante para nossas experiências. Quantas vezes não se passa por um pergunta dessas em que não acha algo certo e mesmo assim não se faz nada?
Decidimos responder e achamos que uma das coisas que poderíamos mudar era o exercício da cidadania no Brasil, era ir pra rua, uma primeira forma da população manifestar sua indignação de forma construtiva. E tivemos tal pensamento nos primeiros minutos da concepção da ideia inicial. Estes princípios da ideia inicial são os mesmos que nos movem até hoje. O que levou a ideia a essa prática foi a persistência das pessoas, de não se abater quando as coisas dão errado e sim aprender com elas. Mas a ideia era de fato muito simples. Como a gente pode aumentar a voz de uma sociedade que está omissa e calada há tanto tempo? E a busca por essa resposta, tentativas e erros, foi o que deu origem a esse movimento.

Já ouvi você falando algumas vezes que foram apenas quatro pessoas, incluindo você, na primeira manifestação…
RC — Sim. A primeira manifestação contou com quatro pessoas na praça. E o interessante é que, como tínhamos a ideia muita clara em nossas cabeças, quando vimos que aquilo tinha acontecido (baixo número de participantes), mudamos a estratégia. Nos voltamos para essência da causa para tentar fazer tudo novamente. Analisamos todos os erros que havíamos cometido e começamos a fazer tudo diferente. E dessa vez trazendo a causa para a essência, sem tentar criar caminhos muito distantes, mas tendo a disciplina de ir sempre em direção a ela. Ter a disciplina de voltar para a essência, mesmo quando percebemos que estamos desviando dela.
Esse é um exercício que nós, brasileiros, temos dificuldade de cumprir. Morei muito tempo no exterior e vejo o anglo-saxão ser mais disciplinado na busca de seus objetivos. Quando o objetivo já está traçado, ele deixa de se questionar durante a implementação. O brasileiro traça um objetivo e fica se perguntando se existe outra forma de chegar até ele, se esquecendo que quando a estratégia foi estabelecida, se estava olhando para o todo, e não para um ponto focal. Então tivemos muita disciplina de continuar na essência, mesmo buscando formas diferentes, a não ser que elas levassem para a essência principal. Três semanas depois da gente ter saído às ruas pela primeira vez, em quatro pessoas, alcançamos, no mesmo lugar, a marca de 40 mil pessoas.
Isso mostra que é possível realizar algumas coisas que aparentemente são consideradas impossíveis. A tecnologia é completamente diferente, inclusive de apenas dez anos atrás. A mentalidade das pessoas, as formas de conexão e as capacidades de formação de redes estão mudando rapidamente, tornando o poder de comunicação muito maior. É através da comunicação que fazemos os começos e conexões. Então, ao usar isso, no caso do “Vem pra Rua” conseguimos ter um crescimento exponencial depois que identificamos os erros e começamos a fazer diferente mantendo a disciplina de voltar sempre para essência.

Quais foram, na sua perspectiva, as diferenças que fizeram a diferença para decolar?
RC — Em primeiro lugar, uma preocupação constante com a audiência e o que a engaja. Nesse sentido, as atividades na SOAP (empresa da qual Rogério Chequer é sócio) ajudam demais, pois como trabalhamos com momentos decisivos corporativos que envolvem uma audiência habitual, quebramos esse modo muito comum de apresentadores corporativos, apresentando mais o que interessa a eles do que a audiência. Pensar, construir e engajar o outro é muito importante. O que os estava incomodando, o que gerava indignação, que tipo de energia era gerada nessa indignação e como canalizá-la de uma forma mais construtiva foram as sacadas iniciais que nos permitiram superar as dificuldades.

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“Mas a ideia era de fato muito simples. Como a gente pode aumentar a voz de uma sociedade que está omissa e calada há tanto tempo?”

Como o movimento é organizado hoje?
RC — O movimento é organizado em grupos. Cada grupo cuida de um aspecto do movimento. Temos pessoas que cuidam de aspectos logísticos, atos de manifestação, outras que cuidam de comunicação externa, um grupo que cuida da comunicação interna. Temos grupos que deliberam as melhores estratégias a serem seguidas e grupos de criação de conteúdo. Também temos grupos que coordenam as lideranças regionais. E nós temos os grupos Estaduais. Hoje, o “Vem pra Rua” tem lideranças em 23 Estados. Então, para isso, é preciso ter uma liderança local e uma nacional.

Essas pessoas são voluntárias ou profissionais?
RC — Todas são voluntárias. Não se ganha um centavo com isso. E a grande maioria delas tem uma atividade profissional e depende dela. Então, isso traz um ônus adicional, principalmente com relação ao tempo das pessoas. Quem contribui hoje para o “Vem pra Rua” fica menos tempo com a família, esposos, filhos. Essas pessoas estão fazendo menos esporte, cuidando menos da saúde e estão às vezes desviando energia do trabalho. Então, isso exige, em algum nível, algum tipo de sacrifício. Já sabemos que é uma ilusão pensar que é possível mudar algo sem algum sacrifício.

Como vocês garantem a coordenação, agora que muitas pessoas estão envolvidas, e o alinhamento de como seguir?
RC — Temos alguns valores e práticas que contribuem para isso. Uma delas é tentar o exercício constante da meritocracia. Então, tem mais valor no momento a pessoa que mais faz, mais se engaja, mais se doa. E, claro, a pessoa que trabalha para o coletivo e não aquela que defende apenas um ponto de vista próprio, mas que busca entrosamento, consenso e alinhamento com os outros, mesmo quando seus pontos não são entendidos.

Como o valor é medido? O que quer dizer “valor” no movimento?
RC — Não abrimos mão dos nossos valores. Então, essas atitudes de pró-atividade são fundamentais. As pessoas que estão paradas, esperando que as coisas aconteçam, com o tempo vão tendo menos valor no movimento. Outro parâmetro é o quanto as pessoas conseguem impactar. Aprendemos que todo mundo consegue impactar o ambiente a seu redor. Então, as pessoas que mais têm a iniciativa de ter ideias, atitudes e comportamentos novos para influenciar os seus arredores são aquelas que acabam tendo mais valor. Outro ponto é que não esperamos muito para selecionar pessoas e filtrá-las para identificar quais estão em desacordo com esses valores. Então, se alguém chega com uma atitude não pertencente ao movimento ou que não estão ligadas a valores de confiança e confidencialidade que precisamos, temos pouca tolerância com isso. Então, não deixamos que essas pessoas contaminem o resto do grupo por muito tempo…

Então, a pessoa sai?
RC — A pessoa tem que sair. Ela geralmente é convidada a sair. A maioria delas acaba percebendo que, por algum motivo, o fit dela com o grupo não é muito grande. Às vezes a gente tem conversas e o fit não é muito grande. O que não significa que exista certo e errado; e sim existem estilos. E existe uma enormidade de movimentos sociais com estilos diferentes em que essa pessoa possa ser extremamente produtiva para o País. Existe um número considerável de outros grupos e outros movimentos de pessoas que estiveram no “Vem pra Rua” por um dia e a gente tem o desejo que eles sejam bem sucedidos. O Brasil vai se transformar de uma maneira mais rápida se diversos grupos fizerem as coisas, cada um no seu estilo, com um mínimo de coordenação. Esse mínimo de coordenação entre os movimentos ajudará para que a gente identifique os pontos de convergência e tente coordená-los e não se prenda muito nos pontos de divergência. Que as pessoas tenham a liberdade de seguir, mas sem investir energia em desavenças.

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“O Brasil vai se transformar de uma maneira mais rápida se diversos grupos fizerem as coisas, cada um no seu estilo, com um mínimo de coordenação.”

Sobre a expansão geográfica… Uma coisa é uma pessoa estar aqui (São Paulo), ir à reunião a noite, outra é alguém que mora em Aracaju. Como vocês fazem para garantir que exista um certo alinhamento de atitudes e propósitos?
RC — Em primeiro lugar, com o tempo, a causa do “Vem pra Rua” começou a ser mais difundida. Hoje, quem está interessado consegue descobrir muito rapidamente qual é a nossa causa, o que queremos e não queremos. Com isso, pessoas de outros lugares naturalmente começaram a se interessar em defender essas causas nas suas regiões. E o que fazemos inicialmente é dar espaço a eles. Essas pessoas têm espaço. Com o tempo é que vamos vendo se o estilo dessa pessoa está alinhado com o nosso, e não apenas a ideologia. É um exercício que acontece com o tempo. Quando se está aberto a dar a chance e se não funcionar ter uma conversa sincera com essa pessoa, você acaba aproveitando mais uma quantidade maior de talento. Quando se é excessivamente preventivo e fica com muito cuidado no começo, você previne que pessoas entrem, mas acaba perdendo muitos talentos. A gente tem uma quantidade de talentos no Brasil e pessoas que estão querendo ajudar muito grande e isso não pode ser desprezado. Temos mais é que aproveitar e incorporar essas pessoas na mesma causa.

Vamos falar do seu lado empresário… Você tem uma atuação no mundo corporativo como empresário e se transformou em pouco tempo em um ativista social e líder de um movimento muito reconhecido. Como você concilia esses dois papéis? Sua experiência como líder de negócios é aplicada na liderança no mundo social?
RC — Conciliar esses dois papéis hoje é um dos meus maiores desafios porque o que falta é tempo. Minha atividade profissional já me demandava muito mais do que 8, 10, 12 horas por dia e o “Vem pra Rua”, se eu deixar, acaba me demandando a mesma quantidade de tempo. Então, como isso não caberia nas 24 horas do dia, temos que fazer concessões, renúncias e abrir mão. Minha vida hoje é um exercício constante de renúncia e escolhas entre coisas mais próximas da minha atividade profissional, cívica ou da pessoal. Se eu tenho que tirar tempo da minha família, algo que eu evito, mas que acaba acontecendo ocasionalmente… Esse é um enorme desafio porque eu tenho dois full time jobs, só um é remunerado com dinheiro, o outro tem uma remuneração muito grande. Mas é um desafio constante. O que a gente faz no “Vem pra Rua” tem tudo a ver com a minha atividade profissional. A gente cuida de momentos corporativos decisivos, onde o que se está em jogo é tratado com comunicação.
Então, a comunicação está na essência do que a gente faz profissionalmente. Tratamos de momentos onde através da comunicação ou se consegue algo ou se perde. Então, a comunicação acaba estando por trás de absolutamente tudo que se faz. Conforme se vai evoluindo na carreira, a parte técnica fica menos importante e a sua capacidade de engajar passa a ser mais.
Isso faz parte tanto da minha atividade profissional do dia a dia, quanto do “Vem pra Rua”. Na SOAP, treinamos executivos a se comunicarem melhor e esses mesmos conceitos que a gente aplicava em reuniões de 5, 20 ou 5.000 pessoas, agora a gente aplica com centenas de milhares e podemos ver quais coisas permanecem as mesmas e quais necessitam algum tipo de adaptação. Então, o aprendizado é contínuo. Mas, o que está por trás de tudo isso, que é uma comunicação eficiente, é muito comum entre essas duas vidas.

Quero ouvir um pouco de você sobre a questão do chamado… Por que é muito interessante na sua vida as mudanças. Quando você olha para trás, obviamente está longe do final, mas como você vê essa conexão entre as coisas?
RC — Houve alguns chamados. Eu trabalhei no mercado financeiro por 18 anos e num determinado momento senti, muito mais do que pensei, que deveria começar a fazer alguma coisa diferente. E trabalhos mais psicológicos do que técnicos sempre me atraíram. E esses chamados, quando se vê, se teve sinais desde a infância. Eu sou uma pessoa que aos 14, 15 anos, procurava cursos relacionados a Psicologia para fazer durante finais de semana. Quando eu tinha tempo nos intervalos da faculdade de engenharia, eu procurava ler livros de Freud.
Então, eu já sabia que vários aspectos desses existiam… Quase abandonei engenharia para fazer psicologia. Então, foi algo que sempre me fascinou. Depois de dezoito anos de mercado financeiro, eu estava sentindo muita falta deste outro lado. E a SOAP, com a qual eu já estava envolvido há muitos anos, era uma coisa que me fascinava. E me veio uma forte intuição que o caminho era por ali. E se eu tivesse tomado essa decisão de forma racional, eu jamais teria feito o que eu fiz. Não tem nada de racional, lógica ou financeira.
Esse foi um grande chamado que atendi, contrariando totalmente a lógica e a racionalidade, mas acabei me lançando. O outro foi o chamado do próprio “Vem pra Rua”. Eu nunca havia me engajado civicamente, nunca tinha feito qualquer tipo de ativismo social. Agora, quando ficou claro para mim que tínhamos problema grandes e pessoas que tiveram o mesmo privilégio que eu, de ter uma educação básica de colégios e universidades de qualidade, e uma educação caseira e familiar com bons valores, que me permitiu conseguir algo… Esse privilégio carrega uma responsabilidade.
Se pessoas que tiveram esse mesmo privilégio não se mobilizarem para mudar esse País, o País não vai mudar e é simples assim. Então, quando essa consciência baixou em mim, não fiquei medindo racionalmente quanto iria ganhar ou perder. E isso também, voltando a um ponto que você mencionou antes, sempre me deu força. Por que isso é uma combinação de oportunidade de mudança social com uma responsabilidade que beira a obrigação. Porque nós precisamos devolver à sociedade o que tivemos a sorte de termos conseguido. Não é mérito meu ter tido uma educação básica de qualidade. Não é mérito meu que nasci em uma família estável que me deu condições básicas. Isso foi pura sorte. Então, me sinto hoje na obrigação de tentar devolver a sociedade e aos que precisam essa sorte que tive.

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“Me veio uma forte intuição que o caminho era por ali. E se eu tivesse tomado essa decisão de forma racional, eu jamais teria feito o que eu fiz. Não tem nada de racional, lógica ou financeira.”

O que você está aprendendo no movimento que de alguma forma se aplica na sua empresa?
RC — A gente sempre aprende muito de gente. No fundo, o que fica mais claro na empresa é uma coisa que sabíamos na teoria, que é conforme se tem experiências novas — e ter contato com massas dá muitas experiências novas — se acaba percebendo uma frase muito usada em administração que começa a ficar muito clara que é “It’s all about people”.

O que é sucesso para você?
RC — Eu tenho muita dificuldade de ter uma definição própria de sucesso depois que escutei uma do Warren Buffett, porque ela acabou sintetizando para mim o que ela significa. Então, peço desculpas, pois a definição que darei não é minha, mas é a que eu sigo. Ele disse uma vez que sucesso é você fazer o que você gosta e fazer bem.

Você consegue traduzir isso pra SOAP?
RC — Eu consigo traduzir isso para minha vida, pois essas decisões que a gente conversou agora, que vieram de um chamado, estavam muito ligadas a aspectos do que eu gosto de fazer. Hoje me recuso a tomar uma decisão com a qual eu não esteja confortável, me recuso a começar uma atividade nova que não goste. Toda atividade está carregada de coisas que você não gosta de fazer. Não é disso que estou falando. Estou falando da causa principal do que se faz, a motivação pela causa principal e o quanto você gosta disso acaba se transformando no seu propósito.
A busca por propósito não pode ser tão racional, e sim feita muito mais no seu mundo intuitivo e subjetivo. E isso, para pessoas que, como eu, são engenheiros de formação, pessoas que eram boas de exatas e ruins de humanas, são conclusões que levam mais tempo para serem formadas. A grande transformação da minha vida se deu quando percebi que tinha que escutar o interno, o subjetivo, o intuitivo e o subliminar muito mais do que o racional.

Com base em toda sua experiência, qual a dica que daria para um presidente que busca fazer mudanças em sua empresa e sua vida?
RC — Em primeiro lugar, acho muito importante dar alguns passos para trás e olhar uma situação de fora. Quando se está muito envolvido emocionalmente com alguma coisa, se tem uma dificuldade tanto em enxergar a realidade quanto em tomar decisões difíceis. O William Ury, mestre em negociações, tem um conceito que eu gosto muito que é o de ir à varanda. De acordo com ele, é preciso ir para varanda para enxergar a situação de fora. Isso ajuda muito. Às vezes não é possível fazer isso sozinho. É preciso a ajuda de pessoas que não conhecem tanto o negócio, mas que conseguem enxergar a situação de fora. Acho que isso gera muito insights.
A segunda é que é preciso aceitar que a maior parte das nossas grandes decisões é tomada de forma predominantemente emocional e não racional. Para começar, não é possível explicar isso por definição, se não viraria racional (risos), então é preciso entrar em um jogo de confiar em coisas que não se enxerga, entende ou explica. Escutar o intuitivo, os seus sinais, aprender a desenvolver uma percepção do que acontece e não buscar explicações para aquilo em uma fase inicial. Mas, deixar aquilo florescer e crescer até um ponto em que tudo fique mais claro. E, acima de tudo, confie nos sinais, porque são deles que chegam as grandes transformações. Acho que é uma das maiores artes de presidentes que geralmente têm um lado racional muito desenvolvido. Então para essas pessoas, como eu, é muito mais difícil fazer essa transição do racional para o emocional. É um exercício que vale pena ser feito tanto na vida profissional como na pessoal.

Por onde acha que passam os movimentos como solução do Brasil? Como poderíamos sair melhor dessa crise? Se essa crise não fosse em vão, o que deveríamos começar a fazer agora como País?
RC — Em primeiro lugar, temos que fazer como pessoa e não como País. O País é de pessoas. E se cada um fizer alguma coisa, não importando o o País estará fazendo alguma coisa e se sai dessa crise muito mais rapidamente. Eu acho que o que a crise ensina é que não podemos nunca mais dar ao luxo de agir de forma omissa ou não agir. É preciso ter coragem para algo, por menor que seja, para impactar a nossa volta. E se não se sabe converse com as pessoas, porque é de conversas e união que surgem maravilhosas. A única coisa que não pode ser feita é ficar parado.