Dia 12 de junho é muito mais do que o Dia dos Namorados e da troca de presentes entre os apaixonados. Nesta data também celebramos o dia do “enxergar além do próprio umbigo, escutar de coração aberto e fluir na mesma vibe”. Dia 12 de junho é também o Dia Mundial da Empatia.

 

Para nos ajudar a refletir sobre a empatia, fizemos uma coletânea a respeito desse assunto com os artigos que tratam desse tema e já publicamos em nosso blog:

“Nas previsões para 2018 não vi ninguém apostando que teremos um ano marcado pela empatia. Pelo contrário, em ano de eleições a tendência é a ampliação da polarização e do debate que, não raras vezes, passa longe, muito longe de qualquer traço de empatia.

A desumanização não é só um mito ou uma teoria. O historiador israelense Yuval Noah Harari, ao se debruçar sobre nosso passado, identificou espécies humanas que teriam desaparecido justamente por sua incapacidade de formar laços sociais mais fortes. Ao contrário do Homus Erectus e dos Neandertais, algumas das espécies humanas que conviveram conosco acabaram extintas. “Os Sapiens puderam desenvolver tipos de cooperação mais sólidas e mais sofisticadas” (Harari, Y. N. 2014), numa prova de que a cooperação social foi — e continua sendo — a chave para nossa sobrevivência e reprodução.

 

Cada um de nós pode usar, no dia-a-dia, dois tipos de paradigmas quando nos defrontamos nas nossas relações com situações que fogem do resultado que esperamos. De acordo com o primeiro paradigma, se algo deu ou está dando errado, alguém, e normalmente o outro (ou outros), é o culpado. E assim naturalmente penso: como faço para mudar o outro? O que é preciso fazer para “consertar”, para “corrigir” o culpado?

 

Não temos consciência, mas no fundo estamos usando a lógica cartesiana, a mesma lógica onde dois mais dois resulta em uma única possibilidade, quando ficamos seguros que temos “a verdade”. Contudo, na complexidade das relações humanas, tal caminho simplesmente não existe.

 

Há um segundo paradigma que podemos usar. E neste outro paradigma, entendemos que, em cada relação onde eu e o outro atuamos num certo contexto, não há culpados e inocentes, algozes e vítimas. O que existe é uma coordenação. E se de alguma maneira estamos coordenados para funcionar deste jeito (ou não funcionar de acordo com minhas expectativas), eu sou corresponsável pela situação criada.

Empatia, nada mais é do que, de alguma forma, também aceitar o lado do outro como legítimo — até mesmo quando não concordamos com ele.

Não se trata de um duelo para descobrir a “Verdade”, mas uma conversa para aprender algo sobre o outro e, por meio de seus pontos de vista, sobre o mundo como ele o vê e o vive.

 

A empatia é uma ponte. Ao cuidarmos da forma como conversamos, demonstramos interesse genuíno por compreender e incluir perspectivas distintas, incentivando a diversidade.

A empatia é o principal recurso para a inovação, na medida em que nos coloca no espaço da curiosidade e da escuta genuínas, como descreveu o professor do MIT Claus Otto Scharmer em seu livro sobre a Teoria U.

Algumas dicas de como ser mais empático:

A escuta empática pode ser desenvolvida ativando a inteligência do coração. Mas como isso pode soar algo subjetivo e, possivelmente, inalcançável, digo que a melhor forma de acessar essa inteligência é a respiração. A lógica é simples: você consegue pensar no passado ou no futuro, mas só é possível respirar no presente. A inteligência do coração é algo que emerge no aqui e agora, no momento em que se vive, afinal, o coração só bate no presente. Para se preparar, portanto, para escutar empaticamente, procure ficar alguns minutos em silêncio prestando atenção em sua respiração.

 

A cada ciclo completo inalar-exalar, se desafie a um ciclo mais lento e profundo. Quando estiver na frente da pessoa que quer escutar, mantenha-se atento à respiração, cuidando para que você continue lentificando-a. Esse processo faz com que você conserve seu cérebro bem oxigenado e sua atenção plena para o fenômeno que você e a outra pessoa estão vivendo. Você também pode ajudar a pessoa a ir para esse estado mais empático, sugerindo que ambos se preparem respirando juntos antes da conversa. Pode também sugerir um intervalo “para respirar”, tomar um café ou ir ao banheiro, caso sinta que o diálogo virou um debate.

Na Corall às vezes também experimentamos uma escuta pouco empática. Para nossas reuniões, temos combinado que qualquer um de nós que perceber que o debate tomou conta da dinâmica pode fazer uso do Pinakari, uma palavra mágica que emprestamos de uma tribo de aborígenes australianos e que, se pronunciada, obriga a todos nós a silenciarmos e a fazermos juntos três respirações profundas. É impressionante como essa técnica simples consegue mudar a energia, reconduzindo-nos a uma escuta mais profunda e empática.

 

A DiversityInc aponta as melhores práticas de grandes empresas em Diversidade e Inclusão (D&I). Esse seleto grupo tem acumulado experiência ao longo da última década em iniciativas que reconhecem as diversas vozes de seus colaboradores, distanciando-se da abordagem “one size fits all”. Algumas práticas são:

  • Espaços de diálogo com moderação para evitar polarizações e debates
  • Grupos focais para conversar sobre questões delicadas de D&I
  • Mentoring para todos os níveis da organização: escuta e orientação
  • Monitoramento de pipeline de candidatos de diferentes experiências e estilos
  • Diferentes horários e condições de trabalho, considerando várias necessidades.”

Quer saber mais?

Clique nos textos abaixo e leia os artigos na íntegra: