Como mulher, coach e consultora, tenho vivido e observado uma evolução na inclusão das mulheres em organizações. Esta evolução, ao meu ver, está no estágio de um broto que acaba de romper a semente, precisando dos nutrientes do solo, da chuva e do sol para manifestar todo seu potencial.

Esta reflexão me surge de forma recorrente toda vez que me percebo usando uma máscara corporativa que divide o espaço entre o que sinto ser conveniente revelar da persona que habita esta máscara e o que sinto não ser valorizado no mundo corporativo.

Todos usamos máscaras em contextos sociais diferentes, algumas cobrem todo o rosto, outras apenas contornam os olhos. Algumas usamos a tanto tempo que se confundem com nossa pele e deixamos até de notar sua presença. Às vezes, nos sonhos, imagens desconhecidas de nós mesmos emergem como em um reflexo de tirar a maquiagem do rosto antes de dormir para deixar a pele respirar ou neste caso a alma respirar…

Manifestação da Sutileza

Há pouco tempo, tive a oportunidade de rever uma colega consultora americana e durante uma conversa a convidei a compartilhar suas práticas no trabalho para mergulhar em um campo mais sutil, e ela me deu uma resposta muito honesta e interessante sobre mulheres em organizações.

Disse que como mulher americana sentia que precisava usar uma linguagem mais objetiva e trabalhar o sutil de forma indireta, pois a manifestação direta desta sutileza poderia ser vista como “fluffy” (fofa). Ela comentou que sentia que quando homens manifestam este lado mais delicado e sutil, eles são vistos como muito desenvolvidos, já as mulheres em organizações são vistas apenas como fofas.

Certamente a cultura americana carrega traços mais masculinos no mundo corporativo e há algo de universal no comentário dela. Tanto que pude perceber em mim este cuidado, em diversas situações.

Força do Delicado

Este é um bom convite para refletir: que parte do feminino eu ainda não manifesto e gostaria de manifestar? Ultimamente, esta pergunta tem ajudado a tornar minhas escolhas conscientes e testar novas possibilidades para descongelar minhas imagens sobre o que é bem recebido.

Tenho observado vários aspectos em mim e em outras mulheres em organizações, desde o mais evidente, como roupa, tom de voz, linguagem, e até mesmo aspectos como a capacidade de acolher e demonstrar sentimentos difíceis, próprios ou dos outros. Sem juízo de valor, apenas com curiosidade, pois não existe um modelo único de feminino.

Este é um convite que faço para todas as mulheres em organizações, que possam refletir e se tornar conscientes de suas escolhas para se manifestar de forma mais plena e autêntica. Afinal, ao manifestarmos nossa sutileza e delicadeza, ajudamos a ressignificar o potencial das mulheres em organizações e contribuímos assim para um mundo corporativo mais criativo, humanizado e feliz.

 

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