Maurício Goldstein

Entrevista com Fernando Sampaio | Diretor Geral da Sanofi Pasteur México

“Trabalhar na área da saúde significa levar respostas efetivas para o paciente, torná-las viáveis para os gestores de saúde e sustentáveis para a empresa. Sem esse equilíbrio, a inovação não acontece”. Trabalhe em empresas e com pessoas cujos valores sejam compatíveis com os seus, pois não é possível fazer concessões nesse quesito. Não é à toa que esse é o propósito de Fernando Sampaio. Afinal, são mais de 15 anos atuando somente na Sanofi. Com experiência em empresa multinacional farmacêutica como a Abbott, bem como em empresas locais do Brasil, como é caso dos Laboratórios ACHÉ, Sampaio iniciou a sua…

Em que capitalismo você quer viver?

capitalismo trimestral é uma roda vida e pressão todos os dias. Em contrapartida, surgiu há alguns anos o conceito de capitalismo consciente. Na semana passada, tive o prazer de entrevistar o Kip Tindell, fundador de uma rede de varejo americana chamada Container Store, “a loja original do armazenamento e organização”. A conversa foi fascinante e logo será publicada na sessão Entrevistas com CEOs do blog da Corall. E um dos assuntos sobre o qual falamos foi uma polaridade: o capitalismo consciente versus o capitalismo trimestral. O capitalismo trimestral é onde a maioria de nós passa grande parte do nosso tempo.…

Liberando a potência para inovação

Hoje, sabemos que a inovação se tornou o principal caminho para as empresas crescerem e terem sucesso nos seus mercados, além de ser a melhor maneira de expressar o seu propósito no mundo. A criatividade e a inovação são estados naturais do ser humano, o que nos leva à pergunta: “como criar organizações que liberem esta potência natural que todos temos? ” A forma que pensamos, nos relacionamos, aprendemos e nos organizamos em uma companhia cria, ou nos afasta, de uma frequência criativa. Quando as pessoas sentem que a empresa tem um propósito ousado, que suas ideias são bem-vindas, que…

Vivemos uma grande doença corporativa | Sofia Esteves, fundadora e presidente do Grupo DMRH

Um dos nomes mais emblemáticos do empreendedorismo nacional, Sofia Esteves é a prova viva de que nunca é cedo ou tarde demais para mudar a carreira. Com apenas 26 anos, abriu uma empresa, que hoje se tornou o Grupo DMRH, e se tornou referência no setor de Recursos Humanos. Formada em Psicologia, se tornou pioneira em diferentes metodologias de recrutamento e treinamento profissional. Quase três décadas depois, entrevistada para o blog da Corall por Maurício Goldstein, sócio da consultoria, revelou seu sonho de infância, a diferença que fez a diferença em sua trajetória e destrinchou os resultados da última pesquisa…

Pequenos gigantes: uma escolha consciente

Há algumas semanas, li um artigo cujo título era “No Clandestino, Bel Coelho desconstrói o restaurante tradicional, abre só uma semana por mês — e vive bem”. Trata-se de uma mudança de modelo de negócio e de vida para a consagrada chef de cozinha, Bel Coelho. Em 2013, seu elogiado restaurante de comida contemporânea, Dui, que funcionava em um modelo tradicional — leia-se, abrindo diariamente — foi fechado. Em 2014, surgiu organicamente o Clandestino, a partir de experimentos que ela vinha fazendo. Bel conta: “Busquei autonomia antes de qualquer coisa. Dinheiro não é o mais importante. Não me arrependo de nada. Sou muito mais feliz hoje”.…

Quem quer ser um consultor?

Em determinados momentos de suas carreiras, muitos dos meus amigos pensam em migrar de seus cargos executivos para o de consultor e me perguntam quais são os principais desafios desta transição. Esclareço que neste artigo, quando falo da profissão, me refiro a um consultor-empreendedor, independente ou em rede, aquele que trabalha sozinho ou em um pequeno grupo e que é responsável individual ou coletivamente por seu resultado — leia-se, não é empregado de consultoria e nem possui salário fixo. Esta transição é o sonho de muitos executivos que almejam a liberdade, autonomia e maior autoria em seus trabalhos. Não ter chefe(s), não…

O poder da celebração

Nas últimas décadas, foram desenvolvidas várias tecnologias para a melhoria da produção, como qualidade total, lean, 6 sigma, etc. Confesso que meu lado engenheiro gosta muito disto! Mas, uma pergunta fica martelando em minha cabeça: “Qual seria o equivalente para a liderança de pessoas do que representa o PDCA* para a gestão de processos — uma metodologia simples de melhoria de desempenho?” Me aproximei da resposta dessa indagação por meio da Dragon Dreaming, metodologia para desenhar e realizar projetos criativos, colaborativos e sustentáveis com alto engajamento dos participantes. Esse método foi desenvolvido por um amigo nosso, o australiano John Croft, consultor internacional…